Saúde LGBTQ: temos (mesmo) que falar...

#LGBTQ é a sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgéneros e Queer ou em questionamento. E ainda outras estão provavelmente por integrar.

As barreiras relacionadas com a orientação sexual e / ou identidade ou expressão de género existem, são reais e, mesmo nos dias de hoje, provocam sofrimento, muitas vezes silencioso. Mas vamos falar de coisas sérias?

Apesar de todos os avanços, género e minorias sexuais continuam a ser desproporcionalmente afetadas por um conjunto de problemas de saúde física e mental e sem o devido suporte.


Estudos mostram que as pessoas LGBT evitam ou atrasam cuidados de saúde, ou recebem cuidados inadequados ou inferiores, por causa de homofobia ou transfobia - percebida ou real - e de discriminação por parte dos prestadores e instituições de saúde.

Por outras palavras, muitas pessoas LGBT, quando procuram cuidados de saúde, passam por uma experiência pessoal negativa ou sofrem com a expectativa de uma experiência negativa com base em experiências passadas de discriminação.


Os problemas reais

Os estigmas para com as pessoas LGBT, dado não se enquadrarem estritamente no modelo binário masculino/feminino comum e estereotipado, criam muitas vezes interações frágeis entre as pessoas LGBT, as instituições e os profissionais de saúde.

Pesquisas sugerem que indivíduos LGBT enfrentam disparidades na saúde ligadas ao estigma social, discriminação e negação dos seus direitos civis e humanos. A discriminação contra pessoas LGBT tem sido associada a altas taxas de transtornos psiquiátricos, abuso de substâncias e suicídio, bem como experiências de violência e vitimização.


Mas temos dois lados da realidade. Por um lado, temos pessoas que se inibem de exprimir abertamente a sua orientação sexual, identidade, expressão de género ou características sexuais; e por outro, temos profissionais que evitam abordar de forma pró-ativa muitas questões que necessitam de um apoio orientado. Sabemos que a aceitação pessoal, familiar e social da orientação sexual e identidade de género afetam a saúde mental e a qualidade de vida das pessoas LGBT, pelo que temos que mudar a forma como se pratica uma medicina inclusiva e personalizada. Mas ainda há muito trabalho pela frente.


Os problemas de saúde mais comuns no #AntiAging LGBT

Os indivíduos LGBT mais idosos enfrentam desafios únicos à medida que envelhecem, e a sociedade tem que estar preparada. Relatórios estimam que existem cerca de três milhões de adultos LGBT acima dos 50 anos, e esse número deve crescer para cerca de sete milhões em 2030.


Vamos aos factos sobre o envelhecimento LGBT:

-o dobro da probabilidade de ser solteiro e morar sozinho

-quatro vezes menos probabilidade de ter filhos

- muito mais provável que tenham enfrentado discriminação e estigma social.


No entanto, nem tudo são más notícias. Esforços de vários grupos e entidades estão a trabalhar em diversas iniciativas para que as pessoas LGBT possam viver vidas mais equilibradas e completas, em Portugal e no mundo.


Os primeiros passos para a mudança

Devemos começar por eliminar as disparidades que nos separam e aumentar os esforços para que indivíduos #LGBT possam ter uma vida longa e saudável.


1. Entrar em contato com um médico

Para o melhor atendimento possível, o médico deve saber que o indivíduo é gay/ lésbica ou qualquer outra orientação sexual. Devem ser feitas perguntas específicas sobre si e oferecidos os testes apropriados. Se o profissional de saúde não parecer confortável consigo, encontre outro.


2. Procurar ajuda

A depressão e a ansiedade parecem afetar as pessoas LGBT numa taxa mais alta do que na população em geral. A probabilidade de depressão ou ansiedade pode ser mais grave para as pessoas que “permanecem no armário” ou que não têm apoio social adequado. Adolescentes e adultos jovens podem estar em risco de suicídio, devido a essas preocupações. Serviços de saúde mental culturalmente sensíveis, voltados especificamente para estas pessoas, podem ser mais eficazes na prevenção, detecção precoce e tratamento destes problemas. Encontrar a pessoa certa para esse suporte pode fazer toda a diferença no sofrimento.


3. Quebrar barreiras

Pessoas #lésbicas, #gays, #bissexuais ou #transgéneros vêm de todas as esferas da vida e incluem indivíduos de todas as idades, todas as raças e etnias, todos os status socioeconómicos, e diferentes experiências de vida.


É necessário que a sociedade repense a definição de “normalidade” com a qual encara o que significa saúde e bem-estar. O que para muitos de nós pode parecer normal, como irmos ao médico e nos perguntarem sobre a nossa vida amorosa ou sexual, pode para muitos ser um motivo de sofrimento e de discriminação. As necessidades das pessoas LGBT devem ser incluídas na visão médica, para que seja finalmente possível eliminar todas as disparidades na saúde e no mundo.


Eu, como médica, escolho o direito à #igualdade!

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